terça-feira, 29 de maio de 2012

Banda larga mais veloz dá calafrios em Hollywood

Indústria do cinema teme que Google Fiber, banda larga de fibra ótica da gigante de Mountain View, incentive a pirataria Os truques de Hollywood contra a pirataria estão ficando antiquados. Não apenas a indústria do cinema continua a criar um ótimo "relacionamento" com sua audiência processando os sites de compartilhamento, como também está preocupada que uma maior velocidade de conexões na internet irá incentivar a pirataria. A preocupação da Associação Americana de Cinema (MPAA, em inglês) é o Google Fiber, banda larga de fibra óptica com alta velocidade que a companhia está implantando em uma cidade de Kansas. A Google já estabeleceu mais de 100 quilômetros de fibra em Kansas, que foi escolhida no ano passado para ser a primeira cidade a receber o experimento 1-gigabite-por-segundo. “A empresa planeja conectar as primeiras casas à sua rede nos próximos meses”, disse a porta-voz do Google Fiber, Jenna Wandres, à Bloomberg BusinessWeek. De acordo com a companhia, o teste da sua rede de fibra com aproximadamente 850 casas em Palo Alto já oferece velocidade de download de 922 megabites por segundo. A velocidade média da Internet nos Estados Unidos fica em torno de 5 Mbps. A Google também planeja oferecer o serviço a preços bem competitivos. Então, por que Hollywood está preocupada? Bem, porque velocidades mais rápidas de download só podem significar uma coisa: os criminosos da pirataria serão capazes de baixar conteúdo ainda mais rapidamente. Com as velocidades de download do Google Fiber, é possível baixar o conteúdo inteiro de um DVD em menos de um minuto. O porta-voz da MPAA, Howard Gantman, disse à Bloomberg que apesar de o Google Fiber "ser uma ótima oportunidade para os consumidores, cujo acesso ao conteúdo criativo muitas vezes é dificultada pela baixa velocidade", devemos olhar para o exemplo da Coreia do Sul, em que" o mercado de entretenimento doméstico foi dizimado pela pirataria digital", possibilitado pela Internet rápida. O blog de tecnologia Techdirt ressalta que a Coreia do Sul é um mau exemplo - porque a indústria da música coreana "prospera na Internet de alta velocidade", e "se transformou em uma potência econômica, enquanto o país teve as maiores taxas de penetração de banda larga (e de pirataria digital) do mundo”. Gantman também falou à Ars Technica, dizendo: "Queremos reforçar que velocidades mais elevadas podem ser uma grande oportunidade para os consumidores, e esse é o ponto de partida." Mas não é realmente o ponto de partida, porque Gantman passou a dizer que "Há problemas que podem, com o aumento da pirataria digital, vir com isso, mas estamos esperançosos de que esforços podem ser feitos para resolvê-lo”. Talvez seja só eu, mas acho que a indústria do cinema deveria pensar em como a internet mais rápida irá afetar positivamente suas habilidades criativas. Por
conteúdo, e será capaz de conseguir que esse conteúdo - legítimo, não-pirata – chegue às pessoas rapidamente. É óbvio que, se a indústria do cinema não for rápida e criar algum tipo de distribuição de conteúdo on-line legal e rápido para andar ao lado do Google Fiber, então alguém o fará. E quando alguém o fizer, a MPAA irá lamentar "A Pirataria".IDG

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Telas interativas em forma de 'papel de parede' são o futuro da TV

Você acha que seu televisor de tela plana é grande? Pois ainda não viu nada. A maneira pela qual assistimos TV deve mudar significativamente no futuro. Um "papel de parede" modular, com funções de TV, dominará a sala de estar com telas que circundam o espectador e utilizam sua visão periférica para criar uma experiência de verdadeira imersão. Além disso, será possível usar parte da tela para programas, filmes, páginas da web ou mensagens no Twitter. Como o telespectador poderá organizar tudo isso em sua gigantesca tela de imersão? É o tipo de pergunta que a NDS (New Digital Systems), criadora de tecnologia de transmissão para TV paga, diz que as redes de mídia eletrônica precisarão se perguntar na próxima década --quando os televisores do tamanho da parede se tornarem realidade prática, que vá além das imagens de baixa resolução oferecidas pelos projetores ou das grandes telas planas de alto consumo de eletricidade. "É espantosa a precisão com que a ficção científica previu o avanço da tecnologia televisiva", diz Simon Parnall, vice-presidente de tecnologia da NDS, em Staines, Reino Unido. OLED VS. LCD A mais recente ideia da companhia, Surfaces, toma por base o fato que a próxima geração de televisores de telas planas, baseados em OLED (diodos orgânicos emissores de luz), vai baixar de preço consideravelmente nos próximos cinco a dez anos. As telas OLED tem uma grande vantagem: diferentemente das telas LCD, não precisam de iluminação lateral, e por isso a área de imagem pode se estender até a borda da tela. Isso significa que podem ser montadas lado a lado para criar uma superfície de exibição contínua. "A tecnologia de telas OLED poderá ser modular, e os módulos poderão ser montados em qualquer formato desejado, não apenas em formações retangulares", disse Parnall, durante o Future World Symposium, realizado em abril em Londres. DE R$ 25 MIL A R$ 3 MIL Os primeiros televisores OLED, com tela de 1,4 metro, chegarão ao mercado ainda este ano pelas sulcoreanas LG Electronics e Samsung. É provável que seu preço inicial seja de oito mil libras (cerca de R$ 25 mil), diz John Kempner, comprador de TV e vídeo da cadeia de varejo britânica John Lewis Partnership. Ele também acredita que a tendência seja de "deflação bastante rápida de preços", e antecipa que o custo deve cair abaixo das três mil libras (menos de R$ 10 mil) em dois anos. Modelos custando mil libras ou menos (aproximadamente R$ 3 mil) devem estar disponíveis dentro de cinco a dez anos. PAPEL DE PAREDE Usando seis painéis OLED, a NDS construiu um protótipo de tela de 3,6 metros por 1,4 metro, que quando não está em uso exibe a imagem da parede por trás dela. "É ambiente", diz Parnall. Um servidor de vídeo encaminha conteúdo à tela sob o controle de um navegador comum no celular inteligente ou computador do usuário, e também permite que este selecione em que porção da tela deseja ver seus vídeos, a web, páginas de mídia social ou Skype. Alguns televisores atuais já podem ser controlados por meio de um aplicativo, e não só de um controle remoto, segundo Kempner. O protótipo está exibindo o programa de talentos "X Factor" no centro da tela, com conteúdo de internet sobre os participantes na direita, um widget para votação abaixo e páginas de Twitter mostrando a reação dos espectadores à esquerda. GRAU DE IMERSÃO Um aspecto central da experiência está em determinar o grau de imersão que os usuários desejam. Uma família que esteja assistindo a um filme pode optar por imersão profunda, e fazer com que o filme cubra a maior parte da tela --talvez apenas com uma faixa para comentários de mídia social, abaixo. Para menor imersão, notícias podem ser exibidas no centro, em companhia de notificações no Skype ou nas redes sociais, com conteúdo da web na periferia. Canais de som separados podem ser transmitidos ao celular ou fone de ouvido de cada usuário. INFINITO LATERAL Não é só a NDS que está trabalhando para mudar a maneira pela qual assistimos TV. Daniel Novy e Michael Bove, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), estão desenvolvendo um sistema de imersão chamado Infinity-by-Nine --uma referência ao formato de tela 16:9 que se tornou padrão nos televisores modernos. "Tiramos vantagem de alguns truques de percepção", disse Bove. "A visão periférica não é sensível a detalhes, mas o é a movimentos, e o cérebro realmente deseja criar uma explicação coerente sobre aquilo que sua visão periférica e sua visão central, ou foveal, veem". Eles empregam software de visão mecânica para analisar um filme, por exemplo, e depois gerar em tempo real um padrão móvel, de baixa resolução, que se assemelha à imagem da tela. O padrão é projetado nas paredes adjacentes e no teto. "O espectador não contempla diretamente as imagens adicionais, mas sua presença aprofunda o senso de imersão naquilo que a tela oferece", diz Bove. O método funciona porque, embora a percepção de cores e detalhes seja menor em nossa visão periférica, a sensibilidade a movimentos nessas fímbrias visuais continua forte. Assim, o Infinity-by-Nine precisa apenas mover o padrão de baixa resolução com a mesma velocidade da imagem principal, a fim de reforçar a sensação de imersão espacial dos espectadores. "Embora o efeito possa ser mais forte para aqueles que ocupam uma posição central ao assistir, também é poderoso para os ocupantes de outras posições. Temos diversos sofás na sala de teste e, quando deixamos um filme passando muitos vezes, voltamos e encontramos todos eles ocupados --e pessoas sentadas até no chão", diz Bove. DISPERSÃO E CONTROLE Mas o excesso de informação pode distrair --e até incomodar-- alguns espectadores. É por isso que Valentin Heun, também do MIT, está experimentando um sistema chamado FocalSpace, que usa as câmeras de profundidade do Microsoft Kinect. O sistema usa o aparelho da Microsoft para perceber em que direção o espectador está olhando e reforçar dinamicamente o contraste e a cor das imagens nesse ponto, tornando aquela porção da tela mais clara e facilitando a concentração. O Kinect e outros sistemas parecidos também poderiam controlar o sistema NDS, talvez oferecendo grau de controle superior ao de um aplicativo. A Samsung já permite controle de gestos e voz no seu modelo inteligente ES8000, recém-lançado. "Os gestos são uma forma mais natural de fazer esse tipo de coisa", diz Chris Wild, vice-presidente de tecnologia na produtora de software interativo Altran Praxis, de Bath, Reino Unido. "Movimentos de mão e olhos oferecem escopo mais amplo e uma gramática mais completa para o controle fino de telas grandes, se comparados aos controles de tela de um celular inteligente." "NEW SCIENTIST"

Tecnologia & Sistemas

Facebook pode comprar empresa do navegador Opera, diz site

Reportagem afirma que navegador traria funções da rede social. Facebook não comentou o rumor da aquisição. O Facebook pode lançar em breve um navegador próprio, que permitirá que seus mais de 900 milhões de usuários possam acessar a internet sem sair da rede social, compartilhando as descobertas na web com os amigos. Para isso, a empresa pode comprar a Opera Software, dona do browser Opera, usado por cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo reportagem do site "Pocket-lint". O preço da possível aquisição não foi revelado. O navegador da rede social pode ter uma barra especial que, assim como a presente no site do Facebook, permite acessar as notificações, mensagens e pedidos de amizade, por exemplo, explica a reportagem citando fontes próximas do Facebook. O compartilhamento de notícias e fotos por meio do programa também seria facilitado. A intenção do Facebook ao ter um navegador próprio é se tornar a própria internet e não apenas um site que os seus usuários acessam. O navegador Opera para celulares é considerado um dos melhores do mercado, permitindo que até aparelhos mais simples possam utilizá-lo. A compra da empresa também pode ajudar o Facebook a ter maior penetração no ambiente mobile. A competição do Facebook com o Google também pode esquentar ainda mais, já que o navegador Chrome é o mais usado no mercado atualmente. Mas o Facebook com 900 milhões de usuários se torna um concorrente forte. Até o momento, o Facebook não comentou a especulação.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Funcionário da Foxconn vaza detalhes do iPhone 5

Os mais novos boatos sobre o iPhone 5 vieram, desta vez, de uma fonte bastante próxima. Um funcionário da Foxconn, empresa que monta diversos produtos da Apple, revelou diversos detalhes sobre a nova versão do smartphone e pelas informações, é possível presumir a data de lançamento do novo iPhone para o nosso inverno (verão no hemisfério norte).

Funcionário da Foxconn vaza detalhes do iPhone 5


Algumas características, no entanto, são comuns a todos. Como a tela, que passa a ter mais de 4 polegadas de diagonal. A fonte não especificou se seriam 4,3, 4,5 ou mais. Em relação ao desenho do telefone, nenhum dos protótipos tem perfil curvo. Todos são simétricos e não usam as formas do iPhone 4 e 4S. Segundo a fonte, o display é fabricado pela LG.

Não há informações sobre os recursos técnicos do telefone. Contudo, espera-se que a Apple introduza uma nova geração de processadores. Seriam os A6 de quatro núcleos. O site 9to5mac reforça sua confiança na fonte por conta do fato de que, há um ano atrás, ela cravou que a Apple trabalhava numa revisão do iPhone 4 e não no iPhone 5, como os acontecimentos vieram a comprovar.